Mitos e verdades sobre a troca de óleo e fluídos do automóvel
Quem já não passou pela situação de parar num posto de combustíveis e o frentista perguntar se pode completar o óleo que está abaixo do nível? Esta é uma conduta comum de muitos trabalhadores de postos ao verificar nível do óleo do motor com o carro aquecido, quando boa parte ainda está circulando no motor.
E quais os problemas de colocar óleo em excesso no recipiente do automóvel? Para tirar esta e outras dúvidas e desmistificar algumas práticas de profissionais que fazem a verificação destes itens nos veículos e realizam os cuidados básicos com a troca de óleo e fluídos, o consultor técnico especialista, Antonio César Costa dá algumas dicas.
• Nunca verificar o nível do óleo com o motor ainda quente: Quando o motor é desligado após a circulação do carro, o óleo demora a descer e escorrer para o carter. É por isso que ao verificar o nível do óleo nesta situação, a impressão que se tem é que ele estará baixo. O ideal é aguardar de 15 a 20 minutos após parar o carro e só depois analisar se o automóvel precisa mesmo que o nível de óleo seja completo.
• Nunca usar um óleo diferente daquele indicado pelo fabricante do veículo: Ao trocar o óleo ou mesmo completar o nível, deve-se verificar se o fabricante do veículo exige que o óleo seja sintético, semi-sintético ou mineral. Colocar um tipo de óleo diferente do especificado pode ocasionar o surgimento de borras, que entopem os canais de lubrificação e podem diminuir a vida útil do motor.
• Não aceitar que sejam colocados aditivos no óleo, a menos que ele tenha uma classificação antiga: Os óleos modernos já contêm uma aditivação eficiente. Essa aditivação é indicada pela classificação API. No mercado brasileiro, a mais moderna é a API SN, mas ainda há alguns óleos cuja classificação de API é inferior, como a SF e a SJ. A não ser que o óleo tenha classificação antiga, não há a necessidade de acrescentar aditivos.
• Verificar a quilometragem do automóvel também para a troca de outros fluídos: Além de trocar o óleo de acordo com a quilometragem indicada por cada fabricante, o fluído de freio deve ser verificado e trocado a cada 10 mil quilômetros e o líquido do arrefecimento a cada 20 mil quilômetros.
A falta de cuidados com a troca de óleo e fluidos pode causar falhas e problemas no funcionamento do automóvel, como:
- Superaquecimento do motor
- Borras no motor
- Vazamentos de óleo pelo excesso
- Desgaste interno do motor
- Barulhos no motor
- Diminuição da vida útil do veículo
Vale ressaltar que todo veículo deve passar por avaliações e manutenções periódicas em todos as partes. Afinal, no trânsito, segurança nunca é demais.
Fonte e créditos: Consumidor Moderno
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