por Guss de Lucca
Em meio a um mercado dominado por call centers ou por atendimentos online, ainda é possível encontrar locais onde o trabalho da telefonista é essencial. Nelci Klein, 58, trabalha desde 1974 no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo (RS), onde é chefe das telefonistas. Começou na copa e depois passou para a recepção. Foi quando o hospital adquiriu a primeira central telefônica da região e ela virou telefonista.
A veterana se lembra de diversas peculiaridades do trabalho naquela época, como a necessidade de entrar em contato com outra telefonista para completar uma ligação. “A gente pedia auxílio à outra telefonista quando precisava ligar para Porto Alegre, por exemplo, para fazer compras de material.”
Entre as muitas mudanças que pelas quais o mercado passou Nelci celebra os computadores e os fones de ouvido, que permitem a ela e suas funcionárias teclarem ao falar com os clientes. “Antes a gente tinha que segurar o telefone, era mais complicado. A modernidade veio mesmo pra fazer a diferença”, elogia.
Apesar dos avanços, o cotidiano no atendimento do hospital não mudou muito nos últimos anos. Lá, ela e uma equipe de mais seis telefonistas, muitas há tanto tempo quanto a própria Nelci, recebem ligações de toda a região pedindo o telefone de médicos.
Contato entre pacientes e médicos
“Fazemos esse contato entre pacientes e médicos. mas aqui ligam pra saber o telefone de tudo: da rodoviária, da prefeitura e até de motel”, revela rindo a chefe do setor.
Para Nelci, a simpatia é a principal qualidade de uma boa telefonista. “Ela precisa ter facilidade de comunicação, gostar de conversar com as pessoas, passar segurança e ter certeza de que vai ser prestativa”, explica ela, que vê na satisfação de um bom atendimento a maior recompensa do trabalho.
“Fico contente em poder ajudas pessoas que estão em dificuldade. Elas sentem-se seguras por saberem que vamos informar o que temos de melhor. Todo dia é uma alegria. Venho trabalhar com prazer, com amor. Não saí ainda porque o que prevalece é a satisfação de me sentir atuante”, afirma.
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